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Métodos que fazem a diferença no diagnóstico automotivo

Metodologia 5W2H aplicada ao diagnóstico

A ferramenta 5W2H tem origem na indústria automobilística japonesa, onde foi desenvolvida e inicialmente aplicada aos processos de Gestão da Qualidade Total, especialmente nas linhas de produção de veículos. Com o passar do tempo, sua utilização foi expandida para diversos segmentos, sempre com o objetivo de organizar, estruturar e orientar o passo a passo na elaboração e execução de projetos ou planos de ação.

No contexto da reparação automotiva, a metodologia 5W2H pode ser adaptada e utilizada de forma extremamente eficiente na construção de um plano de diagnóstico, principalmente em falhas complexas ou intermitentes. Ao responder perguntas-chave — o quê, por quê, onde, quando, quem, como e quanto — o reparador cria uma linha lógica de raciocínio, reduz tentativas aleatórias e ganha tempo no processo.

 

Aplicação prática no setor de reparação automotiva

Ao trazer essa metodologia para o dia a dia da oficina, podemos utilizá-la como um guia estratégico para o diagnóstico, conforme ilustrado a seguir:

 

Para exemplificar essa aplicação no diagnóstico automotivo avançado, utilizaremos um caso gentilmente cedido pelo amigo reparador Osair Xavier, proprietário da Auto Mecânica Xavier, localizada na Rua José Vedovatto, na cidade de Sumaré, interior do estado de São Paulo.

O caso prático

O proprietário de um veículo chegou à oficina relatando um problema, no mínimo, curioso: após rodar alguns quilômetros, o veículo simplesmente parava de funcionar e, depois de alguns minutos, voltava a operar normalmente.

Intrigado com o comportamento da falha e conhecedor da importância de um plano de ação bem estruturado, Osair percebeu que faltava uma informação essencial para iniciar o diagnóstico. Então fez a pergunta-chave:

Quando ocorre a falha, com o motor frio ou quente? (WHEN / QUANDO)

O proprietário respondeu que a falha sempre ocorria com o motor quente.

De posse dessa informação fundamental, o reparador iniciou as medições. Utilizando um osciloscópio, captou inicialmente o sinal do sensor de rotação com o motor frio:

 

 

Ao analisar a forma de onda, não foi identificada nenhuma anomalia aparente. No entanto, como a falha relatada ocorria exclusivamente com o motor quente, Osair seguiu o plano de ação e realizou a mesma medição com o motor em temperatura de funcionamento:

 

Neste momento, a falha ficou evidente. O sinal do sensor de rotação apresentava irregularidades claras, que somente se manifestavam com o motor aquecido. Com o diagnóstico confirmado, o sensor foi substituído e uma nova captura foi realizada com o motor quente:

 

O sinal voltou ao padrão correto, confirmando a solução definitiva do problema.

Conclusão

Alcançar eficiência máxima ou excelência no diagnóstico é o objetivo de todo reparador. Afinal, não há nada mais gratificante do que resolver um problema complexo, especialmente aqueles em que o veículo chega à oficina com funcionamento irregular — ou sequer funciona — e, após o reparo, sai operando perfeitamente.

Essa sensação de dever cumprido é resultado direto de método, conhecimento e raciocínio lógico.

Espero que este conteúdo contribua para que mais colegas reparadores adotem uma linha de raciocínio estruturada ou um plano de ação claro no momento do diagnóstico, tornando o trabalho mais assertivo, profissional e eficiente.

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