Funcionamento do Câmbio CVT e diferença para o câmbio automático

foto ilustrativa de câmbio cvt

Atualizado em 17 de março de 2021

Conhecido popularmente por CVT (continuously variable transmission), este câmbio possui como principal característica a transmissão de potência durante todo o tempo, ou seja, garante um funcionamento linear do motor, sem trancos ou oscilações de rotação, visando a eficiência do consumo e o conforto ao dirigir.

O câmbio CVT, utiliza duas polias de diâmetro variável, interligadas por uma correia metálica com baixíssima perda mecânica, que possui infinitas relações de marcha. Para a ré, por exemplo, o acoplamento é feito pelo volante do motor com uma conexão mecânica. A variação contínua da largura das polias em “V” por meio hidráulico, permite alterar continuamente a relação de transmissão entre elas, efetuadas por uma correia metálica também em formato “V”.

Através disso, o sistema consegue trocar as marchas sem estágio e na velocidade ideal, proporcionando aceleração e desaceleração firme e linear, e garante baixos níveis de consumo de combustível quando comparado aos câmbios manuais.

Qual a diferença entre câmbio CVT e automático?

Haja vista que os materiais utilizados em sua construção são resistentes e leves, o câmbio CVT foi concebido para oferecer eficiência ao veículo, além de possuir menor quantidade de peças móveis e eixos menores que as transmissões automáticas populares.

No câmbio Multitronic, introduzido pela Audi, a correia metálica é substituída por uma corrente de alta resistência e utiliza engrenagens cônicas mais resistentes, que permitem um espaçamento maior entre a marcha mais curta e a mais longa. Graças a corrente, as relações de marchas se sucedem com maior rapidez, o que dispensa o uso do conversor de torque e a utilização de uma embreagem multiplaca refrigerada a óleo.

A manopla do câmbio tem 5 posições básicas: “P” (Parking), para quando o veículo está estacionado; “R”, para acionar a marcha ré; “N” (Neutro) para deslocar o veículo com o motor ligado; e “D” (Drive) para a condução normal; “S” (Sport) para uma condução mais esportiva e em rodovias sinuosas, envolvendo acelerações progressivas com faixas elevadas de rotação e marchas reduzida. Em alguns casos ainda há a posição “L” (Low) para subidas íngremes, descidas acentuadas e superfícies com pouca tração, limitando a relação de tração para evitar que as rodas patinem.

No programa SIMPLO, manual Câmbio, você pode encontrar diversas informações sobre transmissões de diversas montadoras, incluindo esquemas elétrico, vistas explodidas, remoção e instalação, verificações, e etc.