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Os 2 defeitos mais comuns da NXR Bros 160

A Honda NXR Bros 160 é uma das motocicletas mais vendidas do Brasil. Dados da Fenabrave divulgados por veículos especializados apontam que a Bros lidera o segmento trail há anos Reconhecida pela robustez, economia e versatilidade, está presente tanto no uso urbano quanto em estradas de terra, sendo uma ferramenta essencial para milhares de profissionais.

No entanto, até mesmo modelos consagrados possuem pontos de atenção. Nas oficinas, dois problemas aparecem com frequência quando o assunto é a NXR Bros 160 2018/2019 PGM-FI: falhas no sistema de injeção eletrônica e defeitos relacionados ao sensor de velocidade.

O que mais chama atenção não é apenas a recorrência dessas falhas, mas a quantidade de diagnósticos equivocados, que acabam gerando troca desnecessária de peças, retrabalho e insatisfação do cliente.


Alimentação da injeção: relé de partida e fusível principal

 

 

Antes de avançar para sensores e atuadores do sistema de injeção, é essencial validar a base de alimentação elétrica do sistema.

Na NXR Bros 160, o relé de partida e o fusível principal desempenham papel fundamental no funcionamento da injeção eletrônica.

O fusível principal é responsável por proteger o circuito elétrico e garantir a alimentação dos principais sistemas da motocicleta. Já o relé de partida atua no acionamento do sistema, permitindo que a corrente elétrica seja distribuída corretamente para os componentes.

Quando há falha nesses itens, os sintomas podem enganar o diagnóstico e levar o reparador a investigar componentes mais complexos sem necessidade.

 

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Moto não dá partida
  • Bomba de combustível não aciona
  • Sistema de injeção não inicializa
  • Funcionamento intermitente
  • Ausência total de resposta do motor

 

Na prática, problemas simples como fusível queimado, mau contato, oxidação ou falha no relé podem interromper completamente o funcionamento da injeção.

Por isso, a verificação desses componentes deve fazer parte das primeiras etapas do diagnóstico. Com o apoio do manual técnico e do esquema elétrico, é possível testar alimentação, continuidade e funcionamento do relé de forma rápida e precisa. Ignorar essa etapa básica é um dos principais fatores que levam a diagnósticos incorretos.

Localização do relé de partida e do fusível principal da injeção na NXR Bros 160, componentes essenciais para o funcionamento do sistema.


Importância do esquema elétrico no diagnóstico

 

 

A imagem acima mostra um sensor combinado, responsável por medir a pressão do coletor (MAP) e a temperatura do ar de admissão (IAT), informações fundamentais para o cálculo da injeção eletrônica.

 

Cada ponto destacado possui uma função específica:

  • Sensor de temperatura do ar (IAT): responsável por medir a temperatura do ar admitido pelo motor.
  • Sensor de pressão (MAP): monitora a pressão absoluta no coletor, permitindo que a ECU calcule a quantidade de combustível necessária.
  • Entrada de vácuo: canal por onde a pressão do coletor é transmitida ao sensor.

 

Falhas nesse componente ou em seu circuito podem gerar sintomas semelhantes a diversos outros defeitos, como perda de desempenho, falhas na aceleração e aumento no consumo de combustível.

O ponto crítico é que, sem o entendimento do funcionamento e sem o auxílio do diagrama elétrico, o reparador pode confundir o problema com defeitos no corpo de borboleta, bico injetor ou até na ECU.

Por isso, a análise deve sempre considerar o sistema como um todo, avaliando alimentação, sinal e resposta do sensor antes de qualquer substituição.

 

Teste dos sensores MAP, IAT e TPS: entendendo o circuito

 

 

Diagrama de teste da unidade de sensores MAP, IAT e TPS da NXR Bros 160, com identificação de alimentação, sinal e massa.

Esse tipo de diagrama mostra como os sensores estão conectados à ECU e quais sinais devem ser analisados durante o diagnóstico.

 

Na NXR Bros 160, os sensores compartilham elementos essenciais do circuito:

  • +5V de alimentação (referência da ECU)
  • Massa (aterramento)
  • Linhas de sinal individuais (MAP, IAT e TPS)

Isso significa que uma falha em qualquer um desses pontos pode afetar múltiplos sensores ao mesmo tempo.

 

Na prática:

  • Se faltar +5V, nenhum sensor funcionará corretamente
  • Se houver falha na massa, os sinais tendem a ficar instáveis
  • Se houver problema em um fio de sinal, o defeito pode parecer específico de um sensor

Esse é um dos erros mais comuns no diagnóstico: interpretar o sintoma como falha de componente, quando na verdade o problema está no circuito.

 

Com base nesse tipo de esquema, o reparador consegue:

  • Medir a alimentação correta
  • Verificar continuidade da fiação
  • Identificar falhas no chicote
  • Confirmar se o sensor realmente está defeituoso


O verdadeiro problema não é a falha. É o diagnóstico.

Toda oficina já recebeu uma motocicleta que passou por outros reparadores sem solução. Na maioria das vezes, o problema não está na complexidade do defeito, mas na ausência de informação técnica confiável.

 

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O mercado evoluiu. As motocicletas estão mais eletrônicas e exigem mais conhecimento técnico. Experiência prática é essencial, mas precisa estar alinhada com informação técnica. A diferença entre trocar peças e resolver problemas está no conhecimento.

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