Sensor de rotação indutivo: saiba como funciona

diferença entre sensor hall e indutivo

É praticamente impossível pensar em sistemas de automação sem lembrar dos sensores elétricos. Dentre os inúmeros tipos de sensores com diferentes funções, existe o sensor indutivo que detecta a proximidade de objetos metálicos

Os sensores têm ação fundamental nos sistemas de automação. São eles que convertem uma grandeza física em um sinal elétrico. Existem diferentes tipos de sensores industriais para cada aplicação: sensores que controlam pressão, temperatura, nível, vazão, entre outros.

Entre os mais comuns, estão os sensores indutivo (o qual vamos falar hoje), capacitivo, fotoelétrico, magnético e ultrassônico.

Mas, o que é um sensor indutivo?

Também conhecido como sensor de proximidade, o sensor indutivo tem a capacidade de detectar objetos metálicos em pequenas distâncias. O fato de reagir à aproximação de um elemento sem a necessidade de contato físico entre o sensor e o acionador, faz com que os sensores indutivos possuam vida útil prolongada, visto que não há peças móveis em contato e sujeitas a desgastes mecânicos.

Ou seja, os sensores de proximidade indutivos são capazes de efetuar um chaveamento elétrico sem que haja necessidade de “toque” em algum corpo metálico.

O funcionamento dos sensores indutivos só será acionado se um objeto metálico invadir o seu campo magnético. Por isso, o diagrama elétrico do sensor indutivo tem como principal base um oscilador. A oscilação é modificada quando se introduz um componente metálico dentro do campo magnético da bobina interna do sensor. A mesma função retorna ao normal quando o objeto é retirado.

Também é importante lembrar de identificar cores e fios ou os pinos dos conectores, antes da instalação de qualquer sensor. A correta observação dos diagramas de conexões pode evitar, principalmente, que os reparadores liguem a parte da saída do sensor à rede elétrica.

Sensores indutivos de velocidade

O sensor de velocidade indutivo também pode ser chamado de sensor de rotação. Normalmente, esse tipo de sensor fica posicionado próximo ao bloco do motor ou ao virabrequim, fornecendo ao módulo do veículo um sinal elétrico.

O sensor fica voltado para uma roda dentada ou magnetizada. A proximidade com a roda atua na variação do fluxo magnético permanente existente no sensor. Os dentes da roda dentada passam pelo sensor e, automaticamente, fornecem um sinal de corrente alternada, informando o módulo e a rotação do motor.

Atualmente, as rodas dentadas ou fônicas instaladas no virabrequim são de 36, 44 ou 60 dentes. As ondas geradas são do tipo senoidal, conforme a figura.

Em algumas aplicações, a roda fônica possui 1 ou 2 dentes a menos. Nesse ponto, o espaçamento entre dentes é maior e a onda de tensão apresenta um aumento no seu período e na sua amplitude. Esse fato é utilizado na detecção do PMS (Ponto Morto Superior) do cilindro 1, e para o sincronismo da ignição.

Podemos dizer que quando a roda dentada está em giro, surge uma tensão de corrente alternada induzida nos fios do sensor de rotação. Quanto mais rápido a roda girar, maior será a frequência do sinal. Por isso a designação de sensor de rotação indutivo.

O sensor de velocidade é responsável, ainda pelo acionamento do sistema eletrônico cut off, que tem como objetivo gerenciar o uso e a economia de combustível, bem como a diminuição de poluentes.

O sensor de rotação indutivo é composto basicamente por um ímã permanente e uma bobina, que compõe o indutor do sensor. É o sensor de rotação que indica à unidade de comando eletrônica (UCE) a rotação e a posição instantânea do virabrequim. Essas informações são importantes para que a UCE calcule o momento e o tempo exatos de injeção do motor.

Como testar um sensor indutivo?

Agora que já entendemos um pouco das funções, vamos falar sobre o teste do sensor de rotação. Existem duas formas para isso:

  1. Uso do multímetro: com a ferramenta você avalia a tensão alternada enviada pelo sensor.
  2. Uso do osciloscópio: nesse caso, é analisado o sinal do sensor, sua frequência, amplitude, forma de onda e outras informações em diferentes regimes de funcionamento do motor. É um teste mais específico para as mecânicas, já que o consumidor final, dificilmente, vai possuir a ferramenta em casa.

Além disso, é indicado que avaliações mais aprofundadas do sensor de rotação do carro, sejam realizadas com reparadores especializados. São esses profissionais que possuem ferramentas e maquinários para um diagnóstico preciso sobre o estado da peça e seu tempo de vida útil.

Os sensores de rotação do tipo Hall têm características de funcionamento similares ao sensor de rotação do tipo indutivo. Uma das diferenças entre sensor hall e indutivo pode ser encontrada no momento do diagnóstico de defeitos. Nesse modelo, é recomendado, inicialmente, o teste de alimentação do sensor. Após, podem ser efetuados testes com o analisador de polaridade e osciloscópio.

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