Como fazer diagnóstico automotivo ágil e eficiente

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O osciloscópio, o multímetro e o scanner automotivo são algumas das ferramentas de diagnóstico que podem ser utilizadas na verificação precisa dos sistemas eletrônicos do veículo

A popularização da injeção eletrônica nos veículos mudou, em grande parte, as demandas existentes para o setor de reparação. Muitas oficinas e profissionais precisaram se adaptar a novas tecnologias e processos para continuarem trabalhando.

Atualmente, é preciso que o reparador automotivo possua conhecimentos que vão além da mecânica. Na manutenção automotiva moderna, a oficina precisa oferecer serviços de qualidade com soluções ágeis, processos eficientes e conhecimentos específicos.

Um exemplo disso é o diagnóstico automotivo: um serviço indispensável para oficinas mecânicas, reparadoras, lojas de automóveis e demais empresas da área, cujo objetivo final é a solução de defeitos apresentados pelos automóveis.

Neste processo, é possível avaliar o funcionamento da injeção eletrônica do veículo, de maneira rápida e objetiva. Além disso, o diagnóstico ajuda otimizar o tempo e a qualidade dos serviços, pois facilita o entendimento do que acontece com sensores, atuadores e outros componentes do automóvel, a fim de identificar possíveis problemas e determinar sua causa.

Qual o aparelho utilizado no diagnóstico veicular?

O diagnóstico automotivo, cada vez mais, requer o uso de dispositivos e ferramentas qualificados. Alguns dos aparelhos utilizados para o diagnóstico veicular são o scanner automotivo, o osciloscópio e o multímetro automotivo.

Para conseguir interpretar as informações emitidas, é importante que a ferramenta escolhida esteja capacitada para a função, o que inclui a atualização do hardware e software, quando necessária.

Scanner

Acessa e exibe em sua tela as informações de todos os dispositivos operacionais que compõem os sistemas de gerenciamento eletrônico do automóvel. A exibição ocorre em tempo real e há a capacidade de analisar sistemas eletrônicos de veículos tanto da linha leve, quanto  da linha pesada.

O scanner estabelece uma conexão entre os diferentes sistemas e o técnico automotivo, o que torna possível corrigir falhas e garantir o bom funcionamento do veículo.

Esse aparelho identifica diferentes códigos de falhas, o que permite ao mecânico buscar em manuais ou guias qual a forma correta para corrigir o problema do veículo. Por possuir um protocolo de comunicação completo, o scanner automotivo facilita o acesso mais profundo aos sistemas. Mesmo assim, é preciso atualizar a ferramenta regularmente para que ela disponibilize todas as suas funcionalidades corretamente.

Além disso, o scanner consegue fazer todas as medições de parâmetros (medir tensão da sonda lambda, se a mistura do combustível está “rica ou pobre”, e até quantos amperes o alternador está enviando para a bateria do veículo), proporcionando ao reparador um gráfico com os dados apresentados pelo veículo.

Osciloscópio

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O manual Osciloscópio do Simplo contém informações auxiliares para a observação de sinais elétricos, através de gráficos e ondas, e uso do aparelho durante a manutenção de diversos modelos e marcas automotivas

Permite a aquisição de sinais elétricos e as medidas instantâneas destes sinais, emitidos numa tela/display na qual podem ser vistos fenômenos transitórios em formas de onda. A apresentação ocorre por meio de gráficos, onde o eixo x representa o tempo e o eixo y informa a tensão em volts ou a corrente em Amper.

Essa ferramenta costuma estar presente no dia a dia dos reparadores automotivos, pois facilita a interpretação das informações. O osciloscópio tem uma infinidade de aplicações, pois realiza diagnósticos mais precisos sobre falhas nos sistemas embarcados dos veículos, sensores e circuitos integrados.

O osciloscópio pode observar sinais de sons, luz modulada, movimentos, entre outros. Hoje em dia, o osciloscópio digital, além de capturar esses sinais, também consegue armazenar em nuvem os dados registrados, emular instrumentos (voltímetro) e transmitir as mensagens para um computador.

A digitalização e armazenamento dos dados é um recurso tecnológico importante para os reparadores: as informações podem ser usadas para posteriores avaliações; podem ser recebidos dados adicionais, como a tensão de pico e frequência; ou as ondas dos sinais podem ser importadas para que outros usuários usem como base para teste.

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O manual Osciloscópio do Simplo contém informações auxiliares para a observação de sinais elétricos, através de gráficos e ondas, e para a utilização do aparelho durante a manutenção de diversos modelos e marcas automotivas.

Multímetro

É um instrumento de diagnóstico capaz de fazer vários tipos de medição. A mais comum delas é a medida de tensão, que pode ser contínua ou alternada. Além disso, o aparelho também mede a corrente e a resistência elétrica. Nesse caso, a medição ocorre em Ohms, que é a unidade de medida da resistência elétrica, correspondendo à relação entre a tensão (medida em volts) e uma corrente (medida em amperes) sobre um elemento, seja ele um condutor ou isolante.

O multímetro costuma ser utilizado em situações estáticas, com o motor desligado ou para detectar algum defeito pontual nos componentes eletrônicos. Durante o diagnóstico do sistema, os multímetros possibilitam a verificação das rotações por minuto (RPM); a amperagem da bateria do veículo; e a conferência de diferentes sensores, como o de temperatura do líquido de arrefecimento e pressão do óleo, por exemplo.

Por que fazer diagnóstico automotivo?

Durante o diagnóstico, o equipamento detecta eventuais falhas no sistema do veículo e envia as informações para um visor. Com isso, o profissional reparador pode verificar e trabalhar parâmetros específicos de cada modelo de automóvel, definidos pelo fabricante, além de estabelecer uma possível correção.

Resumindo, você pode realizar testes de verificação dos códigos de falhas, acionamento de atuadores, bem como aprender sobre componentes e ajustes de combustível. O diagnóstico automotivo também é indicado para:

  • Verificar condições do sistema elétrico e eletrônico;
  • Estabelecer um plano de correção mais preciso e eficiente;
  • Ter acesso ao histórico de falhas dos sistemas;
  • Conferir o funcionamento a resistência dos sensores, circuitos e componentes.

Ao longo do tempo, o mecânico também assumiu uma nova função dentro das oficinas: conscientizar seus clientes da necessidade de realizar manutenções preventivas e inspeções periódicas no sistema de injeção eletrônica do veículo.

Um carro desregulado, além de gastar mais combustível e poluir mais o ambiente, também pode apresentar falta de potência e torque, falha de funcionamento do motor, excesso de fumaça, entre outros sintomas que indicam problemas no sistema de injeção eletrônica.

Sabe quando aquela luz do painel de instrumentos acende? Então, ela indica anomalias no sistema. Nessa hora, os proprietários procuram por serviços seguros que possam resolver a situação. Por isso, as oficinas costumam fazer a inspeção detalhada nos componentes do veículo, bem como detectar problemas, indicar onde estão e qual a melhor maneira para resolvê-los.

Aparelho de diagnóstico automotivo: como escolher?

Um bom aparelho de diagnóstico é indispensável para as oficinas de manutenção automotiva que aderiram às tecnologias da modernidade. Os modelos disponíveis para a compra costumam abranger todas as montadoras do país, porém é importante que o mecânico reconheça sua demanda de serviço e as necessidades do mercado antes de adquirir o aparelho.

Existe uma grande variedade entre os sistemas nacionais e importados, por isso vale conferir a disponibilidade e profundidade de cada diagnóstico. Na hora de escolher o aparelho para o diagnóstico automotivo, seja um scanner, multímetro ou osciloscópio, observe os leitores de código e as funções existentes para a leitura e limpeza das informações.

Como o mercado exige uma atualização constante dos seus profissionais, investir em orientação técnica e assistência em relação ao uso desses e outros equipamentos também são ações válidas para melhorar o atendimento da sua oficina.

Passos para um diagnóstico ágil e eficiente

1. Conversa com o cliente: o proprietário chega à oficina e reclama que o veículo está falhando. Faça perguntas sobre os sintomas apresentados pelo carro, pois quanto mais informações você obtiver sobre o defeito, melhor e mais rápido será feito o diagnóstico.

Para mapear e direcionar o reparo, confira alguns questionamentos iniciais: em que situação de uso o carro falha? Ela acontece com motor frio ou quente? Quando foi feita a última manutenção no motor do carro?

2. Detecção do problema: para facilitar o diagnóstico, muitos reparadores costumam andar com o veículo. Ao dirigir, eles simulam eventuais condições de falhas ou defeitos reclamados. Depois dessa constatação, é possível já se ter uma base de qual sistema está provocando a anomalia (sistema de alimentação, ignição, injeção eletrônica, motor, sincronismo, etc).

3. Preparação do material: chegou a hora de organizar os equipamentos e o material técnico necessário para o diagnóstico e reparo do veículo. Esquemas elétricos, manuais de manutenção e informações técnicas (que estejam relacionadas aos sistemas analisados) são importantes.

Entre os equipamentos, além do osciloscópio, do scanner e do multímetro automotivo, tenha em mãos a caneta de polaridade; o medidor de pressão de compressão; a bomba de vácuo; o analisador de gases, entre outros.

4. Interpretação do código de defeitos: se utilizar o scanner, você deve fazer a leitura de códigos de defeitos no sistema de injeção eletrônica. Anote os códigos encontrados e, após isso, efetue os testes específicos do componente para o código que aparece no visor, verifique o seu funcionamento e constate o defeito.

5. Manutenção: depois de constatado o problema, você pode efetuar a correção, manutenção ou troca do componente, de acordo com o necessário em cada um dos casos. Após, utilize o aparelho de diagnóstico automotivo e verifique novamente a leitura dos códigos de defeitos. Se a anomalia estiver resolvida, não ocorrerão mais códigos e o motor funcionará sem falhas.

6. Teste o veículo: andar mais uma vez com o veículo serve como teste final. Na hora de entregar o serviço ao cliente, peça para ele dirigir e perceber a solução do defeito do qual reclamava. Explique qual e o porquê de determinada falha, qual a manutenção efetuada e mostre os componentes substituídos.

Além de informar tudo o que foi feito para resolver o problema, essa conversa final demonstra confiabilidade e bom atendimento. Com certeza, é algo positivo para o cliente, fazendo com que ele procure novamente pelo seu serviço.

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